segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Trabalho interior (por João Victor Macul)

João Victor comentou o texto "O inferno" e o resultado segue abaixo... Valeu Johhny!
Wolber Campos

Que sonho hein? Ilariê e sua turma logo a dois pisos abaixo de você?! Eu tive uma vizinha assim, era uma merda, mas sabe do que, é bem o que você falou: eles vivem num inferno dentro deles. Há um ditado que diz que quem não tem prazer o suficiente se torna um estraga prazeres. Do lado do meu prédio havia um terreno enorme que era um estacionamento, tinha dois Ipês Roxos que no inverno floriam, era lindo de ver. Venderam o terreno para uma construtora e agora está saindo um outro prédio com duas torres. Todo o dia começa o barulho por volta das 7:00 da manhã, literalmente na minha orelha. Ah, e bye bye Ipês. O que fazer com esse sentimento de raiva, que é evidente? Cada um pode achar um jeito de lidar com isso. Esconder é impossível, ele esta aí. Descontar nas outras pessoas é pior ainda. Situações e pessoas vão despertar raiva, alegria, inveja, tristeza em cada um de nós, mas tudo isso já estava dentro de você, em estado latente. Trabalhar todos esses sentimentos através de filosofias, exercícios, religiões ou seja lá o que for é uma opção pessoal, mas para que haja paz lá fora tem que haver paz dentro de nós. Esses indivíduos devem estar se sentindo tão vazios de qualquer coisa que não seja a nossa vazia sociedade de consumo que canalizam toda essa energia descontando em pessoas, ou coisas e etc. Mas cria-se aí um ciclo vicioso, como uma droga mesmo, por que toda vez que esse vizinho desconta a raiva em você ele relaxa por alguns minutos e depois tudo isso volta de uma forma pior ainda. Enquanto o cara não se tocar disso ele vai seguir infeliz, e viciado para o resto da vida. Acho que pra você eu só consigo ver três opções (aliás vou cobrar uma pequena taxa por essa consultoria com um ser tão iluminado como eu, huahuahua): querer que o cara encontre algo que o deixe mais calmo: um esporte, uma filosofia, ou, dependendo do caso, até mesmo um bofe; rezar pro cara se mudar e enquanto isso exercitar o duro ofício da paciência; ou se mudar logo. Um abraço, to com saudade de você cara, desculpe o longo texto.

João Victor

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