terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Doutora brasileira: pontos de vista

Eles estavam na lancha, se encaminhando para uma comunidade ribeirinha, localizada no alto do rio Solimões. O céu, como de costume, estava fechado. Na Amazônia, havia dias em que de manhã estava um sol forte e intenso, algumas horas depois se nublava, prestes a uma grande chuva.
O calor, também como o costume, era intenso demais. Com o ar completamente úmido, o macacão da Marinha dava a impressão de cozinhar seu corpo, onde o suor escorria constantemente, mesmo com o forte vento que batia em sua face.
A lancha viajava muito mais rápido que o navio, assim poderiam atender algumas horas até que este os alcançasse, para seguirem viagem.
Chegaram em seu local de trabalho, atracaram a embarcação na terra e subiram o imenso barranco. Era uma época mais seca e o leito do rio ficava muito mais abaixo do que a margem e subir aquelas terras barrentas era uma grande dificuldade.
A comunidade ribeirinha, geralmente, se formava em uma pequena clareira na floresta. Vinte a trinta casas, quando muito, se espalhavam, rentes à "cortina" de gigantes árvores que as envolviam.
- Incrível como a floresta se impõe sobre nós - comentou com uma colega. A sensação era, realmente, como se as enormes árvores sufocassem tudo a sua volta.
As casas de palafita estavam como de costume, com as criações de porcos, bodes e galinhas debaixo de seus assoalhos, o que trazia um cheiro característico e forte a todas elas.
Enquanto se encaminhavam para a escola, onde fariam os atendimentos, muitas crianças correram ao seu redor. Essa cena era comum a cada chegada, mas daquela vez, a empolgação era maior.
- Doutora! Doutora! Vem ver a onça!! Vem cá!! - diziam, a puxando pela mão.
Seguiu atrás delas, pressentindo algo. Quando chegou em uma pequena roda de pessoas, bem próximo à enorme cortina natural da floresta, sentiu um arrepio por todo o seu corpo. Ali, estirada na grama, estava ela: uma linda onça pintada. Enorme, como havia visto apenas pelas fotos dos livros, amarela e rajada de manchas negras. Morta.
As crianças sorriam, os adultos orgulhosos. E a doutora não conseguiu esconder sua cara de espanto e tristeza.
Em sua frente, jazia um maravilhoso animal em extinção. Percebendo a feição de decepção da médica, um homem, de seus 40 anos lhe falou:
- Doutora, isso aqui não é brincadeira não. Já fazia um tempo que a gente estava atrás dessa bicha. Umas semanas atrás, ela matou uma das nossas crianças. E esse bicho é assim, viu que aqui tinha comida pra ela e ia voltar, até pegar outra.
Começou a se dar conta. Tinha aprendido desde os livros de escola, da importância de se preservar aquele lindo animal, em extinção. Mas ali, na floresta, o ser humano era mais um animal, lutando pela sua sobrevivência. Era a onça, ou o filho.
Fácil tomar decisões e ter suas verdades atrás de uma mesa, na capital. Ter seu filho brincando ao lado de uma onça faminta, é outra coisa. É outro ponto de vista.

47 comentários:

  1. Fato, fato!

    Tudo muda de figura quando se trata de vida, de segurança.
    Para quem mora distante resta apenas debater a vida "selvagem" com um copo de whisky e uma percepção distorcida do que de fato acontece...
    Ja nos encomodamos com mosquitos imaginem com uma onça no quintal de casa...


    Beijo grnde,

    ótima semana pra vc!

    ResponderExcluir
  2. Éhhh... Amigo Wolber
    De fato os valores inversos se tornam versos quando ditados de outras formas e ângulos visuais diversos.
    Penso EU fazer o mesmo com a onça se não restar outro senão essa cultura e este lugar pra viver, porém é de nosso dever pela formação que temos zelar pelo animal se quem realmente esta invadindo são os animais ( homem ) o seu habitat sufocando sua sobrevivência.... Estamos sim! Sempre errando e aprendendo, pena que mais errando do que aprendendo.

    DeussssskiProteja animais nóis e os "animauzinhus" também... !!

    Abraços
    Tatto

    ResponderExcluir
  3. Olá Karlinha! Tudo bem?

    É isso mesmo, empatia não é algo fácil de se encontrar. Já dizia Nelson Rodrigues sobre a "esquerda festiva". É simples ser comunista em festas de sociedade e no meio intelectual. Vivenciar a miséria que vive a quase totalidade da população cubana é outra coisa.

    E disse "quase totalidade" porque, é claro, os comandantes lá vivem e comem muito bem.

    O que eu acharia errado, num tema como o deste texto, era que houvesse uma caçada à onça, o animal como um troféu. Ali, ela morreu na luta pela sobrevivência. Todos absolvidos, onça e homens.

    Um beijo!

    ResponderExcluir
  4. Fala tatto! Tudo bem?

    Pois é, meu amigo, concordo com você. Nessa história em questão, como comentei com a Karlinha, acredito que foi a convivência entre animais, nós e eles, sem um oprimir o outro.

    Um tentou (a onça) e o outro conseguiu (o homem), mas sem devastação. A população estava ali a tempos, assim como a onça, apenas seus caminhos se cruzaram.

    Diferente de tantas outras regiões do Brasil, onde uma fazenda enorme devasta as florestas, fazem imensas plantações e empurram esses animais para habitat cada vez menores e mais escassos de comida. A maioria dos casos...

    Prazer recebê-lo aqui Tatto! Quando o assunto é Amazônia, nada como ter o Xipan Zeca presente. :)

    Grande abraço!

    ResponderExcluir
  5. Como sempre seus relatos de historia crua e verdadeira, quem dera todos pudessem ter acesso a este mundo maravilhoso! Que as gandes cidades encobrem.
    Obrigado pela visita! Volte sempre! Sei que estou sumido mas estou com outras prioridades agora. Um abraco e parabens pela dedicacao e excelente trabalho com nosso povo brasileiro.
    Blue

    ResponderExcluir
  6. O que nos encanta de viajar talvez seja isso, né Wolber? Entender um pouco o "funcionamento" da natureza, os diferentes pontos de vista!

    No livro de Amyr Klink, em que ele cruza o Atlântico em seu barco a remo em 100 dias, diz em determinado capítulo que em nenhum momento passou pela cabeça dele pescar, afinal ele tinha comida armazenada suficiente para toda viagem, e conhecendo em alto mar a luta dos animais (peixes, garças, golfinhos) para sobreviver, não achava justo tirar a vida de um deles sem necessidade.
    É incrível como o "ponto de vista" muda, quando se conhece a outra realidade!
    Grande abraço brother!

    Carlos

    ResponderExcluir
  7. Wolber Querido, isso ai... não existe certo nem errado, existe percepção e não percepção, não é correto uma onça matar uma criança, então ela deve morrer, como não é certo matar uma onça para tirar dela o pelo e colocar nas vestes das " madames ". Quando temos percepção agirmos de forma plena e correta. Um sábio mateiro aqui da chapada é quem diz" - Duro é saber que uma onça tá valendo mais do que eu."

    ResponderExcluir
  8. Olá Blue! Como vai, meu amigo?

    Obrigado, que bom que gostou do texto.

    Sempre dou uma passada em seu espaço, admiro muito seu trabalho, suas pinturas.

    Boa sorte com os projetos!

    Um abraço!

    ResponderExcluir
  9. Grande Carlos!

    Exatamente, meu amigo. Não é uma arte fácil ouvir sem um pré-julgamento, sem ter experiência. O mais fácil é logo tomar partido.

    Quando vamos conhecendo outras realidades, seja fisicamente ou mesmo por relatos, a mente aberta a receber novas visões acaba entendendo mais sobre a humanidade mesmo.

    É isso, Carlos!

    Um abração!

    ResponderExcluir
  10. Vania, minha querida amiga! Tudo bem?

    Que bacana seu complemento, sempre exato. Como quando conversávamos, eu, você , o Luis e a turma em sua pousada, sob o lindo céu de Igatu.

    O errado é ter um "pré-conceito" e não ser maleável para entender as diferentes realidades.

    Você disse muito bem sobre as duas formas de matar uma onça: defendendo seu filho ou por ganância (aqui lê-se também caça, esporte...).

    E sobre este grande sábio que você citou, um amigo nosso, o Manolo, diz uma coisa que costuma acontecer: "você tá mais encrencado se matar um bicho deste do que se matar um homem". Ele conhece um fazendeiro que matou uma onça, lá pras bandas de Minas, que vinha comendo sua criação e aproximando de sua casa. Está preso a dois anos, inafiançável.

    Beijo Vania!

    ResponderExcluir
  11. A hora e a vez de tomar a decisão. O Paraíso está bem longe de nós.

    ResponderExcluir
  12. OLA WOLBER AMIGO

    TUDO BEM SIM E VOCE?

    OBRIGADA PELA VISITA NO MEU CANTINHO

    MAS OLHA ISSO RETRADA MESMO A LEI DA VIDA NÉ?A SELVA AS PESSOAS ...OU O FILHO OU A ONÇA NÉ?INFELSIMENTE TEMOS QUE ENTENDE RPOR MAIS QUE SEJA TRISTE VER UM BICHO ASSIM ..MORRER ..MAS NESSE CASO A GENTE RELEVA..O DURO E VER OS BICHOS PENDURADOS EM FORMA DE CASACOS EM ALGUMA MADAME QUE SE ACHA A CHIQUE DO PEDÇO NÉ?ESSES DIAS ESTAVA NUM FORUM DE UMA REVISTA NA NET..E TINHA UMA PERGUNTA..ASSIM.."'VOCE ÉCONTRA USAR PELE DE BICHOS PRA FAZER MODA?? DAI EU SO ESTAVA LENDO ..QUANDO UMA MADAME DISSE"" :EU ACHO QUE DEVERIAM CRIAR BICHOS EM CATIVEIRO PARA USAR AS PELES E FAZER MODA""" NOSSA WOLBER NÃO ME CONTIVE E RESPONDI NA HORA ....SRSRS SRSRSRS QUAL E A DIFERENÇA NAS MORTES?? PRA MIM QUALQUER MATANÇA POR VAIDADE É CRUEL E SOU TOTALMENTE CONTRA....AINDA PERGUNTEI A ELA QUE ELA ACHAVA SE A MODA RESOLVESSE TIRAR PELE DE MADAME PRA FAZER CASACO?? ELA ME RESPONDEU RISPIDAMENTE ....E SAIU DO FORUM SRSRS SRSRS SABE

    ResponderExcluir
  13. AI CLIQUEI ANTES DE ME DESPEDIR SRSRS SRSRSR ENTÃO WOLBER É ASSIM CADA CASO UM CASO...
    FIQUE COM DEUS

    ABRÇOS


    OTILIA

    ResponderExcluir
  14. Olá minha amiga!

    E há horas em que mal se tem tempo de tomar a decisão. Aí que os valores se sobressaem...

    Um grande abraço!

    ResponderExcluir
  15. Legítima defesa.
    Pena mesmo que tenha sido apenas essa opção ao pessoal da região. Infelizmente , com o desmatamento, com a falta de cuidado e atenção que é dado a natureza, onde o bicho era criado mais distante do homem, para ambos não se agredirem, hoje não está existindo mais.
    Então o animal feroz ou não se aproximam em busca de comida...e é ai a lei do mais forte, vence quem tem mais criatividade e ação.
    Um vem em busca da comida, o outro em busca da proteção.
    Infelizmente o pessoal da região estava certo, quando eliminou a fera. pois em qualquer lugar do mundo...filho, nossa obrigação de oferecê-lo defesa.
    Mas o texto é reflexivo, e quem sabe, ainda haverá condição um dia, de saber colocar cada um no seu devido lugar.
    Obrigada sempre, por textos assim reflexivos.
    Eu adoro.
    Gostaria de ter mais tempo, para poder me dedicar mais tempo aqui lendo temas, muito bons onde sabe muito bem abordar assuntos interessantes e até mesmo intrigantes.
    Um abraço carinhos da amiga.
    Te gosto muito.

    ResponderExcluir
  16. Hahaahaha! Ah Otilia, já até a vejo dando umas boas "bordoadas" na madame! rsss

    Com certeza, não diferença alguma criar em cativeiro para matar animais. Por vaidade é uma crueldade, e vai naqueles comentários em que discutimos isso acima: é fácil falar estando no conforto de sua casa, longe das questões.

    Porém fazemos isso (criar para matar) com os animais que comemos, bois, galinhas, porcos...

    Sou, infelizmente, um carnívoro voraz, daqueles que acha que falta algo quando come sem carne e não estou defendendo um lado ou outro, mas é curioso ver como há diferentes prismas de se olhar mesmas questões, não é?

    É interessante discutir sobre esses assuntos.

    Valeu minha amiga! Um prazer recebê-la aqui!

    Beijo!

    ResponderExcluir
  17. Oi Dayse! Tudo bem com você?

    Muito obrigado pelos elogios. Um grande prazer recebê-la aqui e ver que gosta do estilo dos textos.

    Essa é a idéia, trazer assuntos que possam acrescentar algo. Que bom que alguns lhe disseram isso. :)

    Um grande abraço, minha amiga!

    ResponderExcluir
  18. ain adoro churrasco....depois que voce falou doeu minha conciencia srsrsrsr mas olha não comemos por vaidade né??precisamos de proteinas né doutor????alivia ai né??por que vai ser dificil comer só folhas e ja fiquei sabendo que ela tambem tem sentimentoskkk
    abraços WOLBER... coisa séria mas é de se pensar né??

    ResponderExcluir
  19. Olá Wolber, cheguei através da grande divulgação que nosso querido Tatto fez do seu blog no Xipan Zeca.
    Gostei bastante do seu texto. E creio que tudo pode mudar de acordo com o ponto de vista, nesse caso é a lei da sobrevivência, vence o mais forte.
    Só discordo de você em uma coisa. O seu perfil é muito otimista. Pra mim não tem mais jeito não, eu não acredito. Mas isso é só uma questão de opinião, não é mesmo ? rs.

    Bom já que cheguei vou ficar, ok ?
    Virei com mais calma para ler seus textos.
    Parabéns !! E sucesso !!

    Abraços

    ResponderExcluir
  20. A selva de pedra encobre as coisas lindas e simples do campo. Belo texto.

    ResponderExcluir
  21. Wolber, querido!

    Pois é. Essa ambiguidade dos sentimentos né?
    Preservar os animais é uma coisa, mas quando ele esta longeeeeeeeeee de você rs.
    Pela lei da "Nossa" sobrevivência, é matar ou morrer.
    E entre um filho, e uma onça, ou qquer pessoa e uma onça...me desculpe a onça, mas ela vai morrer hehehehe.
    E tem a outra face né? A gente mata os bixos pra comer.
    Eu vi vc falando de ser carnivoro, me lembrou minha irmã hehehehe.
    Eu como carne raras vezes, não gosto muito, a não ser num churrasco (Ahhhh, ai me acabo).
    Mas no dia a dia não me faz falta, se tem no almoço, ou jantar, eu muitas vezes dispenso.
    Só colocar uma fritada de batata na minha frente, e tá tudoooooooooo certo kkkkkkk.
    Posso comer batata o ano todo, que jamais vou enjoar.
    Frita, assada, seja como for.

    Um beijo pra ti, meu amigo especial.

    (Um calorrrrrrrr aqui que sinceramente, desânima. Acho que to ficando velha rs)

    ResponderExcluir
  22. Querido, sou eu, a Nira. O link antigo do meu blog deu problema.
    O link novo é
    http://meussentimentoscoisasminhas.blogspot.com/
    Depois passo aqui com mais calma e leio seu post como ele merece ser lido e comentado, ok? É que agora tô avisando o resto do pessoal pois vou precisar restringir o blog.
    Beijos!

    ResponderExcluir
  23. Wolber, prazer em ver seu blog, apesar da dura realidade que ele nos apresenta. Eu vi de perto parte disto, quando voei por muitos destes confins do nosso imenso Brasil.
    Prazer em saber que quem posta aqui é um verdadeiro cidadão brasileiro, consciente dos problemas e necessidades da parte mais abandonada da nossa população, ao contrário da maioria daqueles a quem foi dada procuração para gerir os imensos recursos da nossa nação!
    Saúde e higiene precisam fazer parte da educação das gerações que herdarão a nossa terra!
    Apesar de ser de origem pobre, não fui criado em nenhuma área carente, mas tive cáries desde os dentes de leite e só aos 18 anos fiquei sabendo que era míope. Isto me causou problemas nos estudos, e eu nem percebia porque.
    Parabéns pela seu trabalho e pela divulgação dele!
    Abraços!

    ResponderExcluir
  24. Mas ali, na floresta, o ser humano era mais um animal, lutando pela sua sobrevivência. Era a onça, ou o filho.

    A espécie humana anda muito descuidada,não é...
    Claro, como voce mesmo disse, não era uma caça por lazer, maldade e vaidade...e assim a luta pela vida...E quantos lões, onças, ursos esse povo tem que matar por dia...

    Vim através do post do Tatto, mas, a Milene já havia citado voce várias vezes...

    Parabéns.

    ResponderExcluir
  25. O Brasil é mesmo gigante pela própria natureza.

    Nunca vi onça na minha vida e de perto as coisas realmente são diferentes.

    O homem acaba com a natureza e a natureza acaba com o homem, mas sabemos quem vence no final... Gostei do teu blog.Virei mais vezes.

    Beijo e ótimo dia.

    ResponderExcluir
  26. Haha, Otilia, eu também não só sou fã de carne, como não consigo viver sem.

    Mas entendo nossos amigos vegetarianos e admiro sua filosofia. Estou longe desta evolução... rs

    No final, é o que você disse: comemos e não é por vaidade! :)

    Beijo, minha amiga!

    ResponderExcluir
  27. Oi Carla! Tudo bem?

    Seja bem-vinda! :) Que bacana, o Tatto é um cara sensacional!

    Fico feliz que tenha curtido o texto. E realmente, eu sou um grande otimista. Sei que, às vezes, até passo ponto neste quesito. Acredita que acho que um dia até os políticos honestos serão maioria no nosso Brasil?

    Pois é, acho que vamos caminhando para uma evolução. Não sei quanto tempo isso levará...

    Mas, como você mesma disse, são pontos de vista. :)

    Um abraço!

    ResponderExcluir
  28. Olá Marluce! Tudo bem?

    Encobre muito. Asfalto e cimento cobrem o chão, tirando aquela boa sensação de se pisar descalço na terra ou na grama. Prédios e mais prédios tiram a visão do horizonte, nos deixando sem um belo pôr-do-sol. Concretos fazem as parcas árvores respirar com extrema difuculdade e esgotos e mais esgotos mataram nossos rios.

    Isso pra falar, muito por cima, de como nos afastamos da natureza. Ou pior, como a estamos sufocando, cada vez mais.

    Obrigado pelo comentário, minha amiga!

    Beijo!

    ResponderExcluir
  29. Olá Sil! Tudo bem com você?

    Também acho. Temos que acabar só com a caça predatória, ou crueldade. O resto é luta pela sobrevivência.

    Que engraçado você falar em batata! Esses dias estava comentando que ela é um dos melhores alimentos. Fica boa de qualquer jeito, frita, assada, cozida, com carne, peixe, molho... Meu Deus!

    Acho que o único jeito que não rola é crua. Aí já seria perfeição demais! :)

    Que bom te receber aqui, Sil!

    Um ótimo começo de fim de semana pra você!

    Beijo!

    (Aqui o calor está muito forte, mas ainda não temos o marzão que você tem pra refrescar o corpo e a alma! Aproveite ;) )

    ResponderExcluir
  30. Olá Nira!

    Anotado o novo endereço! ;)

    Passarei lá!

    Beijo!

    ResponderExcluir
  31. Olá Leonel! Tudo bem?

    Muito obrigado! Que bom que curtiu o blog.

    E que bacana dividir um pouco de sua história aqui. O que você disse é o ponto principal: higiene e saúde fazem parte da educação, ou melhor, deveriam fazer.

    Uma das coisas que mais admiro no Instituto Brasil Solidário, é que o Luis, presidente de lá, tem essa visão desde o início.

    Alguns patrocinadores não entendiam o por quê de levar dentista se estava investindo em educação. Quando mostrava que a maior evasão diária de alunos era por causa de dor de dente, entendiam a importância de implantação de uma escovação diária e capacitação dos professores.

    Outro ponto que você disse, problemas de visão prejudicam muito o aprendizado, foi assim que colocou o projeto "sem visão não há educação", onde vão conosco oftalmologistas (uma delas a médica que ilustra este texto) que fazem exames e posterior entrega de óculos.

    Um projeto muito bacana. E você tocou nos pilares principais da saúde.

    Prazer recebê-lo aqui, meu amigo!

    Grande abraço!

    ResponderExcluir
  32. Bom dia, querido amigo Wolber.

    Depois de tanta dificuldade para chegar ali, a médica se decepciona com a morte de um animal em extinção, a onça.
    Depois, os argumentos verdadeiros, trazidos pela explicação do "ribeirinho".

    A médica, assim como um bom advogado, absolve esse crime ambiental, consciente de que estão com a razão... Foi em legítima defesa... Foi pra sua preservação!

    Belo texto. Obrigada!

    Um grande abraço. Que Deus os proteja, hoje e sempre.


    (Obrigada pela honra da sua visita, e pelo comentário gentil)
    Sobre os dias atuais, sentimos pisar em ovos.

    ResponderExcluir
  33. Olá Si! Tudo bem?

    Um prazer recebê-la aqui, vinda pelo Tatto, pela Milene... Só pode ser bacana! ;)

    E essas pessoas "matam um leão por dia", a onça deve até ter sido fácil.

    Volte sempre Si!

    Um abraço!

    ResponderExcluir
  34. Olá Parole!

    Graças a Deus a natureza se sobressai, mas a que preço, não é?

    Como disse Raul Seixas:

    "Buliram muito com o praneta
    O praneta como um cachorro eu vejo
    se ele num guenta mais as pulga
    se livra delas num sacolejo"

    Que a gente arrume tudo antes do "sacolejo"...

    Um abraço!

    ResponderExcluir
  35. Olá, querida Amapola!

    A honra é toda minha pela sua visita. Seu blog é de uma levez e doçura ímpar. Adoro passear por lá.

    Obrigado, sempre!

    Um grande abraço!

    ResponderExcluir
  36. Querido amigo Wolber.

    Gosto de refletir muito, sobre o que leio.
    Esse episódio trouxe-me a seguinte conclusão:
    A mesma lei que protege o meio ambiente, protege o homem. Tudo bem...
    Mas na prática, a lei da sobrevivência é a mesma lei primitiva, onde vence o mais forte. Nesse caso, o homem!

    Um grande abraço.

    ResponderExcluir
  37. Amapola, tudo bem?

    É isso, minha amiga. Em alguns pontos o homem vive nessa lei da selva, literalmente.

    E nessa hora, nosso cérebro leva vantagem. Graças a Deus!

    Um beijo a você!

    ResponderExcluir
  38. É não tem como ser diferente é a lei da sobrevivência, quem de nós, não tomaria a mesma decisão morando ali.
    foi um prazer vir aqui.
    bjos, carinho no seu coração.

    ResponderExcluir
  39. Bom eu que sou pai entendo a reação dos índios, mas realmente dá uma dó no coração ver um animal que está entrando em extinção ser morto, cheguei aqui através do Tatto já está sendo seguido abração Wolber.

    ResponderExcluir
  40. Olá, Wolber,
    Sou a favor da vida sempre, homens, animais, mas é preciso entender cada situação. A mata é habitada por homens e animais e que estão ali desde sempre, essa convivência é complexa. Como evitar a morte de uma onça se essa devoraria um filho? Não se tem escolha. Diferente das violências que existem, onde mtas nem sabemos, contra a natureza e os animais.
    O homem é definitivamente o pior dos animais.

    ResponderExcluir
  41. Olá dja! Bem-vinda!

    Todos nós. Quando se trata de proteger nossa família o instinto fala com toda a força que tem. Ele que fica, a maioria das vezes nos dias atuais, escondido dentro da gente, dá um salto e nos faz lembrar que somos tão animais como qualquer outro.

    E não é que quase sempre nos esquecemos disso? :)

    Beijos e obrigado pela visita!

    ResponderExcluir
  42. Olá meu amigo!

    Instinto de pai, imagino, deve ser o mais forte de todos.

    Ainda não tenho filhos, mas tenho um senso de proteção absurdo por meus sobrinhos. Pelo que meu irmão e amigos falam, com seu filho é isso multiplicado por mil.

    Prazer recebê-lo aqui!

    Grande abraço!

    ResponderExcluir
  43. Oi Ira!

    Concordo com você. Infelizmente somos o pior dos animais.

    O homem tem uma ganância que o leva a destruir o próprio ambiente em que vive. Mata outros animais, muitas vezes por prazer e o que dizer de criminosos e assassinos.

    É uma pena, mas nossa evolução cerebral trouxe muitos problemas para nós. Temos que esperar quando a inteligência faça o homem perceber que o caminho da felicidade de todos, é a convivência em harmonia com todos seus semelhantes e com o ambiente em que vive.

    Simples não? Mas tão difícil ao mesmo tempo... Em pensar que isso foi dito há 2000 anos e até hoje ainda batemos cabeça.

    Beijo, minha amiga!

    ResponderExcluir
  44. Bom dia, querido amigo Wolber.

    Você perguntou como estou.
    Estou com muito medo... Parece filme de suspense, onde eu sou uma das coadjuvantes.

    A vida é uma metamorfose que, ao dar asas para um, quebra o coração dos que assistem o seu voo.

    Muito obrigada pela sua atenção e carinho.
    Deus o abençoe. Um abraço apertado.

    ResponderExcluir
  45. Oi Amapola!

    Ah minha amiga, não é nada fácil assistir a vôos quando acostumamos com um pássaro do nosso lado.

    O que geralmente alivia o medo e angústia é lembrar que também temos nossas asas e podemos alçar vôos maiores e visualizar novos horizontes.

    Não sei se minha metáfora "falou" com a sua. Mas, sinceramente, espero que você fique muito bem e feliz. De todo meu coração!

    Um grande abraço, minha amiga!

    ResponderExcluir
  46. Ah... amigo!!
    Falou sim... Muito obrigada.

    ResponderExcluir
  47. Meu amigo,

    Eu pegaria a onça com as unhas, furava os olhos dela, cortava-a em pedaços e enterrava com enorme prazer... eu mataria essa onça quantas vezes fosse preciso e eu queria ver quem ia fechar a cara para mim ou dizer qualquer coisa, caso essa onça tivesse matado ou colocado em risco a vida de qualquer um dos meus filhos.

    Beijos,

    Suzana/LILY

    ResponderExcluir