domingo, 19 de junho de 2011

Nosso Brasil - casa de barro

Hoje começo a publicação de uma nova série no blog: Nosso Brasil. Nela, além de um texto descrevendo cenas, regiões, culturas e nosso povo, virá uma imagem, seja uma breve cena ou seja um filme, colhidos por essas lindas terras.
Espero que gostem!

Casa de Barro

Difícil algo que exprima mais a imagem do sertão brasileiro do que elas. As casas de barro estão por nossos livros de escola, fotografias, e quando o assunto é a seca, habitam o imaginário do cidadão das grandes metrópoles tanto quanto o próprio sertanejo.
Já havia entrado em algumas delas e sua simplicidade pode assustar a alguém que não esteja acostumado a andar pelo interior de nosso país. Não se trata de falar em carência, ou pobreza, mas sim em cultura. Povos tem sua forma de vida e moradia e casas de barro, palafita ou palha, muitas vezes abrigam pessoas que possuem boa situação financeira para a região.




















Levantada em torno de uma ou duas semanas, guarda em suas paredes a energia das próprias mãos do dono e amigos que, juntos, a ajudaram a subir. O chão, geralmente, é de terra batida e muitas vezes a parede que divide os cômodos é um lençol ou tapume de madeira.
Jeremias deve ter em torno de 20 anos, já fez sua família, já levantou sua casa, ao lado da escola onde trabalhamos, em Primavera, no Pará. Abriu a porta de seu lar para que pudéssemos conhecê-lo. Para que muitos brasileiros pudessem ver como muitos irmãos de pátria moram em nosso sertão. Numa linda casa de barro.


20 comentários:

  1. Amigo Doctor Wolber!!

    Bacanérrimo esse gonócio que tu se propôs a fazer, ficou muito lesgaus.
    Tive muito e ainda tenho contacto com casebres desse tipo e inclusive conheci pessoas do gênero "Jéca Tatu" que moravam assim, Pessoas estas de uma dignidade e educação de botar inveja a muitos que tem de tudo nos dias de hoje e insistem em ser mesquinhos e maLiducados...

    Bacana cara!! gostei
    Abraços
    Deussssssssssskiajude
    Tatto

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  2. Amigo,Wolber.

    Esta é mais uma vez que você expressa a face,através de um simbolo do povo Nordestino,em especial,das pessoas que habitam o Semiárido.Atualmente,vale registrar,é difícil se deparar com este tipo de habitação,porém,foi algo que marcou o inicio do povoamento desta parte do Nordeste.Isso,é muito bem lembrado nas canções de Luiz Gonzaga e,tantos outros artistas da terra,como Oliveira de Panelas,Patativa do Assaré,Mestre Vitalino,etc.

    Parabens Wolber,é mai um excelente trabalho.


    Abraço cordial,

    Luciano Guimarães - Cabaceiras/PB

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  3. Anjo nasci numa casa assim: de pau-a-pique, bem lá pras bandas de Goiás! =)

    Beijos!

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  4. Beleza de documentário, Wolber!
    Eu já estive no interior de "ranchos" como eram chamadas essas cabanas de barro no interior gaúcho. Alguns de meus parentes moravam em casas assim, mas de construção um pouco diferente destas do norte brasileiro (na realidade, eram mais rústicas). O piso era de chão batido, mas algumas tinham até luz elétrica, fornecida por baterias de caminhão carregadas através de cataventos!
    O luxo das casas eram os rádios, que traziam notícias e música!
    Aguardo as próximas reportagens!
    Abraços!

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  5. Amigo Tatto!! Como vai, meu caro?

    Um cara com sua leveza de espirito tinha que conhecer bons Jecas (no ótimo sentido da palavra). Pessoas essas com uma evolução espiritual que colocaria qualquer um no chinelo.

    Como faz bem conhecer essa gente humilde, de bom coração, de sabedoria sem tamanho. Nos coloca em nosso lugar novamente. Nos faz parar de reclamar de coisas tolas, sem importância, e nos alerta a prestar mais atenção no que realmente importa, nossa evolução moral.

    Tatto, meu amigo, um prazer tê-lo aqui!

    Um Abração!!

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  6. Olá, meu amigo Luciano! Tufo bem com você?

    Realmente, esse tipo de habitação vem diminuindo em grande parte do semi-árido, mas sabe que em locais como o Maranhão, o Pará e mesmo o sertão bahiano ainda tem muitas? Em Primavera, onde trabalhamos no Pará, as casas de barro são até tradicionais. Vimos algumas grandes, com vários cômodos. Outras rebocavam com alvenaria por dentro, mas mantinham o barro por fora para manter a tradição.

    Esse é o nosso país, Luciano. Esse é o nosso nordeste. Esse é o nosso sertão! :)

    Um grande abraço!

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  7. Peônia, que bacana isso! Que orgulho ter nascido em uma casa típica sertaneja!

    Me lembrou uma postagem que fiz sobre as parteiras e alguns amigos blogueiros comentaram orgulhosos que nasceram através de uma.

    Que bom!

    Um beijo, minha amiga!

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  8. Wolber_Carinh@ você é o CARA !!! Seja tudo o que você nasceu para SER !!! Tenha um ótimo dia menino !!!

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  9. Que maravilha, meu Doutor!
    Sempre trazendo para nós um pedacinho deste país que você tanto gosta, " a pesar dos pesares" !
    Uma delicia poder estar dentro da casa desta família e mais ainda, poder conhecer a casa com um vídeo e uma narrativa tão apaixonados!
    Tenho muito orgulho de pessoas como você, que amam o que faz e se preocupam em ir tão longe pensando no bem que su visita pode levar ate eles!!
    Continue sempre!
    Um beijo enorme!

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  10. Verdade,Wolber.
    Outro sim deixado marcado por este tipo de habitação é a resistência e estilo de vida de um povo que seguiu uma historia de lutas e conquistas, deixando um legado cultural riquíssimo.

    Felicidades,meu amigo.

    Grande Abraço.

    Luciano Guimarães

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  11. Olá, desculpe invadir seu espaço assim sem avisar. Meu nome é Nayara e cheguei até vc através do Blog Catia Bosso Poesias. Bom, tanta ousadia minha é para convidar vc pra seguir um blog do meu amigo Fabrício, que eu acho super interessante, a Narroterapia. Sabe como é, né? Quem escreve precisa de outro alguém do outro lado. Além disso, sinceramente gostei do seu comentário e do comentário de outras pessoas. A Narroterapia está se aprimorando, e com os comentários sinceros podemos nos nortear melhor. Divulgar não é tb nenhuma heresia, haja vista que no meio literário isso faz diferença na distribuição de um livro. Muitos autores divulgam seu trabalho até na televisão. Escrever é possível, divulgar é preciso! (rs) Dei uma linda no seu texto, vou continuar passando por aqui...rs





    Narroterapia:

    Uma terapia pra quem gosta de escrever. Assim é a narroterapia. São narrativas de fatos e sentimentos. Palavras sem nome, tímidas, nunca saíram de dentro, sempre morreram na garganta. Palavras com almas de puta que pelo menos enrubescem como as prostitutas de Doistoéviski, certamente um alívio para o pensamento, o mais arisco dos animais.



    Espero que vc aceite meu convite e siga meu blog, será um prazer ver seu rosto ali.

    http://narroterapia.blogspot.com/

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  12. Grande Marcos! Tudo bem?

    Que prazer ter você aqui nos comentários do blog, meu amigo!

    Muito obrigado pelas palavras e incentivo de sempre! Fico muito feliz!

    Um grande abraço!

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  13. Minha querida Lua!

    Sabia que você gostaria deste vídeo. Uma pessoa que, também, ama seu país e o conhece tão bem, é sempre ávida a saber e conhecer mais e mais.

    Que bom que eu posso contribuir um pouco com isso! ;)

    Continuarei sempre, você sabe. :)

    Um beijo grande, Lua!

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  14. É isso Luciano!

    Por tudo isso, o nordeste é essa terra maravilhosa, seja em belezas naturais, seja em cultura.

    Um abração, amigo!

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  15. Olá Nayara! Tudo bem?

    Ótimo! Obrigado pela visita!

    Um abraço!

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  16. Olá Leonel!! Tudo bem?

    Tinha postado uma resposta ao seu comentário, mas acho que se perdeu antes de publicá-la...

    Que bacana, meu amigo! Curioso ver como este tipo de habitação se encontrava de norte ao sul de nosso país, e não restrito ao sertão, como eu pensava. Peônia disse que nasceu em uma assim em Goiás, você viu algumas no Rio Grande do Sul.

    Leonel, quer coisa mais nostálgica do que um radinho à pilha ouvido em uma casinha dessas?

    Uma vez, no Sergipe, estávamos na casa de uma senhora e vimos um desses radinhos, bem antigos, de pilha. Ligamos. Estava funcionando perfeitamente! Colocamos próximo ao ouvido, como se fazia antigamente. E entrou por ele o som da história.

    Uma delícia!

    Um abração, meu amigo!

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  17. olá, amigo Wolber, muito bom seu texto, e essa casa de barro, retrata acima de tudo nossa capacidade de misturar para transformar nossa vivencia a cada dia, em busca de dias melhores no tocante a dignidade humana e respeito social. e o barro é isso transformação a aprtir de uma mistura simples mais que é muito resistente. parabens seus textos são otimos. alias irei com sua permissão utiliza-los nas escolas, o que me diz? abraços querido
    bjs: ivete Nery

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  18. Olá, minha querida amiga Ivete! Tudo bem?

    Muito bacana o que você escreveu. O barro, realmente, tem esse poder, exemplo de transformação.

    Muito obrigado pelos elogios aos textos! :) Se pode usá-los nas escolas? Seria uma honra tão grande, que nem sei se é merecida!

    Com muito prazer Ivete!

    Saudade de vocês de São Raimundo, ou Céu Raimundo...

    Um grande abraço!

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  19. It's nice to be back! Those are wonderful pictures and this post is a great documentation of a way of living. A house is a mere structure and if the people living in it are happy and peaceful, it would be a good home.

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  20. Olá Lea! Tuo bem?

    Muito bom recebê-la aqui de volta! E você disse, com poucas palavras, exatamente a essência de tudo, a felicidade está dentro de cada um. Não é a casa, as posses, nem o status. Cada um pode ser feliz com o que tem, seja em uma mansão, seja em uma casa de barro.

    Um grande abraço!

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