Mesmo anos depois do acontecido, em sua casa, se sentiu constrangido em empatia àquelas pessoas que queriam agradar o artista e levavam uma bronca.
Avançou ao próximo vídeo e Djavan surgiu como um bálsamo, deixando, após as primeiras estrofes, a plateia cantar.
De repente se deu conta do abismo que separava as duas cenas. Tentou entender a diferença de atitude dos dois músicos e não quis ficar só na análise superficial. Percebeu que a boa energia que sentia em relação ao Djavan era por este estar completamente em comunhão com todas as pessoas em contrapartida à negatividade vinda do Lulu Santos - por ser uma atitude egóica - buscando atenção e aplausos para si, alheio a todos.
Seguiu cantando, deixando para trás o que era negativo, permitindo à música fazer o que tinha de melhor: elevar a alma.