Foram quinze dias intensos. Muito trabalho, viagens longas, reencontro com amigos, novidades (apresentações de seminários), alguns passeios e até uma festa de formatura no Maranhão, tão comentada neste blog (como na postagem abaixo).
Enfim, tudo que amo fazer e que me faz uma pessoa mais feliz. Estou de volta. Sorrindo.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Nunca é "apenas" mais uma viagem
Domingo, dia 8, estaremos novamente na estrada. O IBS continuará o trabalho Amigos do Planeta, em conjunto com as Casas Bahia, no Maranhão, Piauí e Ceará.
Nunca é "apenas" mais uma viagem. Um dia meu irmão me perguntou, depois de tantos anos trabalhando no sertão: "Mas não é sempre a mesma coisa?".
Não, nunca é a mesma coisa. Cada viagem nos sentimos empolgados como se fosse a primeira! Em lugares novos é sempre uma ótima experiência, conhecer cidades e culturas diferentes, e em locais pelos quais já passamos, reencontrar grande amigos que fazemos é um prazer enorme. Isso sem falar o principal: fazer o trabalho mais gostoso do mundo: o social.
Porém esta etapa tem um gostinho ainda mais especial. No Maranhão, passaremos na cidade de Nova Iorque, onde fizemos mais que amigos: somos da família. Nossa família maranhense é a da professora Régea, cuja bonita história contei aqui no blog a tempos atrás. Ela e seus irmãos (Bruno, Glorinha e Andressa) nos chamam de irmãozinhos e seus pais nos recebem como filhos.
No lar, onde a luz elétrica ainda não chegou, nos sentimos em casa. Acordamos com os pássaros e, com o sabonete e shampoo nas mãos, andamos ao ar livre, até o poço, onde retiramos a água para um delicioso banho de moringa sob o céu - quase sempre azul -, no box de tijolos construído no quintal.
Como disse no outro texto, este ano Régea se forma em letras e fazia questão (nós também) de que estivéssemos presentes. Por um momento isso quase não foi possível, estaríamos no meio da viagem e ainda não haveríamos chegado em Nova Iorque. Mas ela não desistiu até mudar a data da formatura para o dia exato em que estaremos na cidade.
Será um dia inesquecível, onde nossa "irmãzinha" receberá seu sonhado diploma e nós, como bons irmãos mais velhos, estaremos presentes e orgulhosos!
Nunca é "apenas" mais uma viagem. Um dia meu irmão me perguntou, depois de tantos anos trabalhando no sertão: "Mas não é sempre a mesma coisa?".
Não, nunca é a mesma coisa. Cada viagem nos sentimos empolgados como se fosse a primeira! Em lugares novos é sempre uma ótima experiência, conhecer cidades e culturas diferentes, e em locais pelos quais já passamos, reencontrar grande amigos que fazemos é um prazer enorme. Isso sem falar o principal: fazer o trabalho mais gostoso do mundo: o social.
Porém esta etapa tem um gostinho ainda mais especial. No Maranhão, passaremos na cidade de Nova Iorque, onde fizemos mais que amigos: somos da família. Nossa família maranhense é a da professora Régea, cuja bonita história contei aqui no blog a tempos atrás. Ela e seus irmãos (Bruno, Glorinha e Andressa) nos chamam de irmãozinhos e seus pais nos recebem como filhos.
No lar, onde a luz elétrica ainda não chegou, nos sentimos em casa. Acordamos com os pássaros e, com o sabonete e shampoo nas mãos, andamos ao ar livre, até o poço, onde retiramos a água para um delicioso banho de moringa sob o céu - quase sempre azul -, no box de tijolos construído no quintal.
Como disse no outro texto, este ano Régea se forma em letras e fazia questão (nós também) de que estivéssemos presentes. Por um momento isso quase não foi possível, estaríamos no meio da viagem e ainda não haveríamos chegado em Nova Iorque. Mas ela não desistiu até mudar a data da formatura para o dia exato em que estaremos na cidade.
Será um dia inesquecível, onde nossa "irmãzinha" receberá seu sonhado diploma e nós, como bons irmãos mais velhos, estaremos presentes e orgulhosos!
terça-feira, 3 de novembro de 2009
De volta
É incrível como somos guiados pela nossa aparência. Muitos podem fingir, e até se enganar, que não dão a mínima ou que pouco se importam com o visual. Mas nossa imagem vai muito mais além do que ser ou não ser vaidoso.
Ela nos insere ou expulsa de um meio, nos enturma ou repele de um grupo e isso antes mesmo das pessoas raciocinarem sobre o fato. Como aquela pessoa com quem "vamos com a cara" ou evitamos no primeiro sorriso que dá ao nos cumprimentar.
Contei a pouco tempo um caso do amigo dentista Wanderson, em que ele teve a grande alegria de melhorar a vida da Joanita, apenas lhe fazendo uma prótese nova. E essa viagem foi realmente marcante para ele. Mais uma surpresa numa cidade mais à frente.
Quem me conhece sabe que acredito que somos meros instrumentos para realizar projetos maiores - a história "mão de Deus" é um exemplo do que penso - e em Sergipe tivemos mais uma prova.
Geralmente, quando atendo numa sala de aula, costumo deixar que as crianças fiquem em volta observando, assim acabam perdendo o medo e ainda aprendem olhando para as enormes cáries que os amiguinhos tem. Porém, muitas vezes, a bagunça fica enorme e Manolo (nosso braço direito e esquerdo na área odontológica) tem que pedir pra todo mundo sair da sala.
Num desses momentos de paz e silêncio perguntei ao Wanderson: "te atrapalha se eu chamar a criançada para entrar de novo?". Disse porque tem pessoas que não gostam, se sentem incomodadas pelo barulho. Ele disse que não e a sala voltou a ficar cheia.
Terminando uma moldagem de uma mocinha de 14 anos que não tinha um dente da frente perguntou se ela conhecia outra menina com o mesmo problema. Esta respondeu negativamente, mas uma aluna que estava ao lado, apenas observando lançou:
- Eu conheço, espera aí que vou chamar! - e saiu em disparada pela porta.
Voltou alguns minutos depois com uma garota de 15 anos, sem os dois incisivos centrais (os dentes da frente).
A história nos emocionou. Não julgo o dentista que extraiu seus dois dentes, pois não sei como estavam, pode ser que precisassem mesmo serem removidos. Mas não consigo entender como um profissonal pode extrair os dois dentes da frente de uma mocinha de 15 anos e não fazer uma prótese para reabilitá-la. Mesmo que ela não tivesse dinheiro, é inconcebível!
Wanderson a moldou de manhã e fez algo inédito no trabalho até então: confeccionou uma prótese provisória no mesmo dia, pra que ela use até que a outra chegue, daqui a alguns meses. Procurando em seus materiais se havia alguns dentes de resina para usar, encontrou dois incisivos centrais, exatamente da mesma cor e tamanho de que a garota precisava! E olha que ele não costumava levar dentes de sobra, mas pensou que eu pudesse usar alguns se desse problemas nas próteses que eu havia colocado nas cidades anteriores.
Filmei e tiramos fotos do caso e de noite, na pousada, ligamos a máquina na televisão, analizando cada detalhe. Era incrível como ela mudava de expressão antes e depois da prótese. Seu olhar era como se estivesse vago, sem profundidade, antes e depois tivesse ganhado novamente vida.
Uma moça que voltou a ser bonita e a se sentir novamente inserida em sua pequena comunidade escolar. Tudo por um pequeno pedaço de prótese que segurava dois felizes dentes de resina.
O vídeo que fiz é o bastidor da entrevista que o grande amigo Víctor Pinduca (nosso cinegrafista) fez com Wanderson, mostrando este caso: http://www.youtube.com/watch?v=PkAJIVI9kus
Ela nos insere ou expulsa de um meio, nos enturma ou repele de um grupo e isso antes mesmo das pessoas raciocinarem sobre o fato. Como aquela pessoa com quem "vamos com a cara" ou evitamos no primeiro sorriso que dá ao nos cumprimentar.
Contei a pouco tempo um caso do amigo dentista Wanderson, em que ele teve a grande alegria de melhorar a vida da Joanita, apenas lhe fazendo uma prótese nova. E essa viagem foi realmente marcante para ele. Mais uma surpresa numa cidade mais à frente.
Quem me conhece sabe que acredito que somos meros instrumentos para realizar projetos maiores - a história "mão de Deus" é um exemplo do que penso - e em Sergipe tivemos mais uma prova.
Geralmente, quando atendo numa sala de aula, costumo deixar que as crianças fiquem em volta observando, assim acabam perdendo o medo e ainda aprendem olhando para as enormes cáries que os amiguinhos tem. Porém, muitas vezes, a bagunça fica enorme e Manolo (nosso braço direito e esquerdo na área odontológica) tem que pedir pra todo mundo sair da sala.
Num desses momentos de paz e silêncio perguntei ao Wanderson: "te atrapalha se eu chamar a criançada para entrar de novo?". Disse porque tem pessoas que não gostam, se sentem incomodadas pelo barulho. Ele disse que não e a sala voltou a ficar cheia.
Terminando uma moldagem de uma mocinha de 14 anos que não tinha um dente da frente perguntou se ela conhecia outra menina com o mesmo problema. Esta respondeu negativamente, mas uma aluna que estava ao lado, apenas observando lançou:
- Eu conheço, espera aí que vou chamar! - e saiu em disparada pela porta.
Voltou alguns minutos depois com uma garota de 15 anos, sem os dois incisivos centrais (os dentes da frente).
A história nos emocionou. Não julgo o dentista que extraiu seus dois dentes, pois não sei como estavam, pode ser que precisassem mesmo serem removidos. Mas não consigo entender como um profissonal pode extrair os dois dentes da frente de uma mocinha de 15 anos e não fazer uma prótese para reabilitá-la. Mesmo que ela não tivesse dinheiro, é inconcebível!
Wanderson a moldou de manhã e fez algo inédito no trabalho até então: confeccionou uma prótese provisória no mesmo dia, pra que ela use até que a outra chegue, daqui a alguns meses. Procurando em seus materiais se havia alguns dentes de resina para usar, encontrou dois incisivos centrais, exatamente da mesma cor e tamanho de que a garota precisava! E olha que ele não costumava levar dentes de sobra, mas pensou que eu pudesse usar alguns se desse problemas nas próteses que eu havia colocado nas cidades anteriores.
Filmei e tiramos fotos do caso e de noite, na pousada, ligamos a máquina na televisão, analizando cada detalhe. Era incrível como ela mudava de expressão antes e depois da prótese. Seu olhar era como se estivesse vago, sem profundidade, antes e depois tivesse ganhado novamente vida.
Uma moça que voltou a ser bonita e a se sentir novamente inserida em sua pequena comunidade escolar. Tudo por um pequeno pedaço de prótese que segurava dois felizes dentes de resina.
O vídeo que fiz é o bastidor da entrevista que o grande amigo Víctor Pinduca (nosso cinegrafista) fez com Wanderson, mostrando este caso: http://www.youtube.com/watch?v=PkAJIVI9kus
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
A melhor religião
Recebi um e-mail com este texto. Resolvi publicá-lo pois representa exatamente o que penso sobre o tema.
Vale a pena...
Breve diálogo entre o teólogo brasileiro Leonardo Boff e o Dalai Lama.
Leonardo Boff explica:
"No intervalo de uma mesa-redonda sobre religião e paz entre os povos, na qual ambos (eu e o Dalai Lama) participávamos, eu, maliciosamente, mas também com interesse teológico, lhe perguntei em meu inglês capenga:
- "Santidade, qual é a melhor religião?" (Your holiness, what`s the best religion?)
Esperava que ele dissesse:
"É o budismo tibetano" ou "São as religiões orientais, muito mais antigas do que o cristianismo."
O Dalai Lama fez uma pequena pausa, deu um sorriso, me olhou bem nos olhos - o que me desconcertou um pouco, por que eu sabia da malícia contida na pergunta - e afirmou: "A melhor religião é a que mais te aproxima de Deus, do Infinito". É aquela que te faz melhor..."
Para sair da perplexidade diante de tão sábia resposta, voltei a perguntar:
- "O que me faz melhor?"
Respondeu ele:
-"Aquilo que te faz mais compassivo" (e aí senti a ressonância tibetana, budista,
taoísta de sua resposta), aquilo que te faz mais sensível, mais desapegado, mais amoroso, mais humanitário, mais responsável... Mais ético...
A religião que conseguir fazer isso de ti é a melhor religião..."
Calei, maravilhado, e até os dias de hoje estou ruminando sua resposta sábia e irrefutável...
Não me interessa amigo, a tua religião ou mesmo se tem ou não tem religião.
O que realmente importa é a tua conduta perante o teu semelhante, tua família, teu trabalho, tua comunidade, perante o mundo...
Lembremos:
"O Universo é o eco de nossas ações e nossos pensamentos".
A Lei da Ação e Reação não é exclusiva da Física. Ela está também nas relações humanas. Se eu ajo com o bem, receberei o bem. Se ajo com o mal, receberei o mal.
Aquilo que nossos avós nos disseram é a mais pura verdade:
"terás sempre em dobro aquilo que desejares aos outros".
Para muitos, ser feliz não é questão de destino.
É de escolha.
Vale a pena...
Breve diálogo entre o teólogo brasileiro Leonardo Boff e o Dalai Lama.
Leonardo Boff explica:
"No intervalo de uma mesa-redonda sobre religião e paz entre os povos, na qual ambos (eu e o Dalai Lama) participávamos, eu, maliciosamente, mas também com interesse teológico, lhe perguntei em meu inglês capenga:
- "Santidade, qual é a melhor religião?" (Your holiness, what`s the best religion?)
Esperava que ele dissesse:
"É o budismo tibetano" ou "São as religiões orientais, muito mais antigas do que o cristianismo."
O Dalai Lama fez uma pequena pausa, deu um sorriso, me olhou bem nos olhos - o que me desconcertou um pouco, por que eu sabia da malícia contida na pergunta - e afirmou: "A melhor religião é a que mais te aproxima de Deus, do Infinito". É aquela que te faz melhor..."
Para sair da perplexidade diante de tão sábia resposta, voltei a perguntar:
- "O que me faz melhor?"
Respondeu ele:
-"Aquilo que te faz mais compassivo" (e aí senti a ressonância tibetana, budista,
taoísta de sua resposta), aquilo que te faz mais sensível, mais desapegado, mais amoroso, mais humanitário, mais responsável... Mais ético...
A religião que conseguir fazer isso de ti é a melhor religião..."
Calei, maravilhado, e até os dias de hoje estou ruminando sua resposta sábia e irrefutável...
Não me interessa amigo, a tua religião ou mesmo se tem ou não tem religião.
O que realmente importa é a tua conduta perante o teu semelhante, tua família, teu trabalho, tua comunidade, perante o mundo...
Lembremos:
"O Universo é o eco de nossas ações e nossos pensamentos".
A Lei da Ação e Reação não é exclusiva da Física. Ela está também nas relações humanas. Se eu ajo com o bem, receberei o bem. Se ajo com o mal, receberei o mal.
Aquilo que nossos avós nos disseram é a mais pura verdade:
"terás sempre em dobro aquilo que desejares aos outros".
Para muitos, ser feliz não é questão de destino.
É de escolha.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Pão e Circo
Durante um jogo de futebol do Campeonato Brasileiro vi meu irmão mais novo se revoltando contra seu time de coração. Eu não o recrimino, sou santista desde criança e me chateio quando meu time dá vexame. Porém algo me incomoda quando vejo muitas pessoas indo muito além disso.
Como escrevi alguns textos atrás é triste quando brasileiros colocam seu time na frente de tantas outras coisas mais importantes. Quando eu era criança ouvia uma frase que hoje me faz sentido: "esse deixa de comprar o leite das crianças para comprar o ingresso do jogo...".
Repito: nada contra o futebol em si. Eu amo este esporte! Só gostaria que ele fosse visto assim: como um esporte.
A humanidade vem evoluindo, milhares e milhares de anos, e, infelizmente, algumas mazelas também.
Na época do Império Romano, décadas antes de Cristo, os imperadores inventaram uma grande "sacada", o Pão e Circo. Como desfocar o povo do que acontecia no Senado? Joguem pães e dêem diversão que eles se distraem...
Incrível o grau de evolução que essa máxima chegou aos dias atuais. O mesmo pão e circo ainda persiste, só que hoje o povo não tem o pão e ainda paga pelo circo!
Como escrevi alguns textos atrás é triste quando brasileiros colocam seu time na frente de tantas outras coisas mais importantes. Quando eu era criança ouvia uma frase que hoje me faz sentido: "esse deixa de comprar o leite das crianças para comprar o ingresso do jogo...".
Repito: nada contra o futebol em si. Eu amo este esporte! Só gostaria que ele fosse visto assim: como um esporte.
A humanidade vem evoluindo, milhares e milhares de anos, e, infelizmente, algumas mazelas também.
Na época do Império Romano, décadas antes de Cristo, os imperadores inventaram uma grande "sacada", o Pão e Circo. Como desfocar o povo do que acontecia no Senado? Joguem pães e dêem diversão que eles se distraem...
Incrível o grau de evolução que essa máxima chegou aos dias atuais. O mesmo pão e circo ainda persiste, só que hoje o povo não tem o pão e ainda paga pelo circo!
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
O Hino Nacional
Quem não se lembra da Fafá de Belém cantando o Hino Nacional (e ele deveria sempre ser escrito assim, com letras maiúsculas!) quando morreu Tancredo Neves? Ou mesmo num jogo de futebol da seleção brasileira quando é tocado ao vivo.
Ele sempre nos emociona - só não quando é cantado pela Vanuza... - e deveria ser tocado em todas as escolas do nosso país. O cidadão quando é patriota se torna muito mais ético e não teríamos tantos desvios de dinheiro se nossos políticos fossem patriotas.
Em Cabaceiras-PB ganhamos um lindo presente na abertura dos trabalhos na escola: um aluno (infelizmente não sei o seu nome) nos tocou o hino no saxofone. Tive até que parar de gravar a segunda parte para aproveitar ao máximo naquele momento. Segue abaixo. Uma maravilha!
Ele sempre nos emociona - só não quando é cantado pela Vanuza... - e deveria ser tocado em todas as escolas do nosso país. O cidadão quando é patriota se torna muito mais ético e não teríamos tantos desvios de dinheiro se nossos políticos fossem patriotas.
Em Cabaceiras-PB ganhamos um lindo presente na abertura dos trabalhos na escola: um aluno (infelizmente não sei o seu nome) nos tocou o hino no saxofone. Tive até que parar de gravar a segunda parte para aproveitar ao máximo naquele momento. Segue abaixo. Uma maravilha!
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Flores, crianças e música
Fim de semana estava num churrasco na casa de um amigo e num certo momento comecei a bater um papo com a sua avó. Muito simpática e inteligente. É sempre ótimo conversar com "vózinhas", elas (ou eles, os vôzinhos) tem uma experiência riquíssima de vida e no mínimo ficamos impressionados com descrições de uma época em que nem sonhávamos nascer - nem nossos pais.
Ela nasceu em 1925. "Mil novecentos e vinte e cinco... Meu Deus, tinha acabado a Primeira Grande Guerra fazia pouquíssimos anos.", pensei. Sem contar que viveu numa época em que nosso país florescia. Era um Brasil que parecia decolar, na música, literatura, esportes. Ouviu o lançamento de Chega de Saudade e da Bossa Nova, leu textos diários do Nelson Rodrigues no Jornal do Brasil, sofreu com a derrota do Brasil na Copa do Mundo de 50, no Maracanã.
Ah, que época boa! Ninguém imaginaria que passaríamos anos de trevas após o golpe militar.
Depois de um ótimo papo fui para casa e no dia seguinte encontrei uma outra "vózinha", esta, minha tia-avó. Numa conversa bem tranquila, enquanto ela nos agradecia pelas flores que a presenteamos me disse uma frase certeira:
- Meu filho, quem não gosta de flores, crianças e música que não seja meu amigo!
Não sei se eu terminaria assim a frase, mas tenho que concordar que exageros à parte ela encerra uma tremenda verdade.
Nada como a sabedoria dos mais velhos. Vamos, literalmente, vivendo e aprendendo.
Ela nasceu em 1925. "Mil novecentos e vinte e cinco... Meu Deus, tinha acabado a Primeira Grande Guerra fazia pouquíssimos anos.", pensei. Sem contar que viveu numa época em que nosso país florescia. Era um Brasil que parecia decolar, na música, literatura, esportes. Ouviu o lançamento de Chega de Saudade e da Bossa Nova, leu textos diários do Nelson Rodrigues no Jornal do Brasil, sofreu com a derrota do Brasil na Copa do Mundo de 50, no Maracanã.
Ah, que época boa! Ninguém imaginaria que passaríamos anos de trevas após o golpe militar.
Depois de um ótimo papo fui para casa e no dia seguinte encontrei uma outra "vózinha", esta, minha tia-avó. Numa conversa bem tranquila, enquanto ela nos agradecia pelas flores que a presenteamos me disse uma frase certeira:
- Meu filho, quem não gosta de flores, crianças e música que não seja meu amigo!
Não sei se eu terminaria assim a frase, mas tenho que concordar que exageros à parte ela encerra uma tremenda verdade.
Nada como a sabedoria dos mais velhos. Vamos, literalmente, vivendo e aprendendo.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Os três macacos
Num fim de semana fiz um passeio muito bacana - fui conhecer o Templo Budista de Cotia. Um lugar muito bonito, visual bem bucólico e por onde andamos cruzamos com monges em suas túnicas laranjas que transpiram paz.
Lá revi um desenho que conheço desde criança, porém só naquele dia fiquei sabendo do real significado: os três macacos sábios.
Na verdade, quando os vi, ainda não sabia que eram sábios e isso mostra o quanto eu não sou nem um pouco. Sempre pensei que eram os macacos, um cego, um surdo e um mudo e nem imaginava o porquê.
O budismo é realmente uma doutrina linda e diz a lenda que o símbolo dos macacos foi introduzido por um monge séculos atrás e significa: não falar o mal, não ver o mal e não ouvir o mal.
Gandhi sempre levava consigo uma pequena escultura com os três macacos, para estar sempre atento aos ensinamentos.
E realmente, como a vida pode ser melhor se simplesmente uma pessoa ignorar as coisas más. Deixar uma fofoca ou comentário maldoso entrar por um ouvido e sair pelo outro ou simplesmente segurar aquela reclamação que quase escapa da boca no trânsito.
Comprei um amuletinho com os três macacos. Eles agora me olham da mesa do meu consultório. Bom, pelo menos dois deles...
Lá revi um desenho que conheço desde criança, porém só naquele dia fiquei sabendo do real significado: os três macacos sábios.
Na verdade, quando os vi, ainda não sabia que eram sábios e isso mostra o quanto eu não sou nem um pouco. Sempre pensei que eram os macacos, um cego, um surdo e um mudo e nem imaginava o porquê.
O budismo é realmente uma doutrina linda e diz a lenda que o símbolo dos macacos foi introduzido por um monge séculos atrás e significa: não falar o mal, não ver o mal e não ouvir o mal.
Gandhi sempre levava consigo uma pequena escultura com os três macacos, para estar sempre atento aos ensinamentos.
E realmente, como a vida pode ser melhor se simplesmente uma pessoa ignorar as coisas más. Deixar uma fofoca ou comentário maldoso entrar por um ouvido e sair pelo outro ou simplesmente segurar aquela reclamação que quase escapa da boca no trânsito.
Comprei um amuletinho com os três macacos. Eles agora me olham da mesa do meu consultório. Bom, pelo menos dois deles...
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Os carrões
Era mais um dia comum, como os outros de trabalho no sertão: crianças com cáries enormes e alguns dentes que já não mais havia o que fazer: canal exposto ou indicados para extração.
E como em outros dias eu perguntava a algum adulto como era o atendimento odontológico no posto de saúde da região.
"Eles estão sem material lá, por isso só estão arrancando."
A resposta também era comum, já a havia escutado em outras cidades. Mas dessa vez doeu um pouco mais. Não sei se, como numa pancada leve no mesmo lugar, várias vezes, o incômodo vai se tornando insuportável, ou se estou ficando velho, mas naquela hora deu vontade de ir até a prefeitura e esbravejar. No fundo sei que de nada adiantaria...
O que resolveria era a comunidade se reunir e protestar em frente aos homens do povo, para que eles fizessem juz a esse nome. Mas como estava ali para trabalhar e não para agitar passeatas resolvi tentar fazer minha parte e continuar trabalhando.
Mas não parei de pensar como um prefeito não tem peso na consciência, ou como pode nem tê-la. O gasto com material odontológico em um mês não deve chegar a 500 reais em um posto do interior (e estou chutando alto!). O que é esse valor para um prefeitura? E não me venha niguém falar que algumas cidades são muito necessitadas, pois mesmo nas mais precárias já vi prefeito descer de uma Hi-Lux zero. Quanto sai um carro deste por mês entre impostos e combustível - e nem comento o preço de compra -. Então que troquemos o carro importado por um Uninho zero (pode até ter ar-condicionado!). Eu como "chefe da cidade" me orgulharia de desfilar num carro popular e colocar material no posto de saúde.
Não generalizo. Há prefeitos que hoje tranformaram em lei projetos que implantamos em algumas escolas (como o escovódromo e escovação diária), o que nos enche de orgulho e felicidade. Agora muitos outros...
Temos então que fazer uma campanha: Abaixo a Hi-Lux e viva o Uninho!!
E como em outros dias eu perguntava a algum adulto como era o atendimento odontológico no posto de saúde da região.
"Eles estão sem material lá, por isso só estão arrancando."
A resposta também era comum, já a havia escutado em outras cidades. Mas dessa vez doeu um pouco mais. Não sei se, como numa pancada leve no mesmo lugar, várias vezes, o incômodo vai se tornando insuportável, ou se estou ficando velho, mas naquela hora deu vontade de ir até a prefeitura e esbravejar. No fundo sei que de nada adiantaria...
O que resolveria era a comunidade se reunir e protestar em frente aos homens do povo, para que eles fizessem juz a esse nome. Mas como estava ali para trabalhar e não para agitar passeatas resolvi tentar fazer minha parte e continuar trabalhando.
Mas não parei de pensar como um prefeito não tem peso na consciência, ou como pode nem tê-la. O gasto com material odontológico em um mês não deve chegar a 500 reais em um posto do interior (e estou chutando alto!). O que é esse valor para um prefeitura? E não me venha niguém falar que algumas cidades são muito necessitadas, pois mesmo nas mais precárias já vi prefeito descer de uma Hi-Lux zero. Quanto sai um carro deste por mês entre impostos e combustível - e nem comento o preço de compra -. Então que troquemos o carro importado por um Uninho zero (pode até ter ar-condicionado!). Eu como "chefe da cidade" me orgulharia de desfilar num carro popular e colocar material no posto de saúde.
Não generalizo. Há prefeitos que hoje tranformaram em lei projetos que implantamos em algumas escolas (como o escovódromo e escovação diária), o que nos enche de orgulho e felicidade. Agora muitos outros...
Temos então que fazer uma campanha: Abaixo a Hi-Lux e viva o Uninho!!
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
O pagamento
Retornamos de viagem na última sexta-feira. Foram 21 dias na estrada, em um trabalho que nem eu, nem nenhum de meus amigos, conseguimos mais deixar de fazer.
Em uma dessas cidades conheci Joanita. Já a havia conhecido na etapa anterior, sempre prestativa, nos ajudou muito, principalmente cuidando de nossas refeições, na escola e na pousada.
Porém não tive o prazer de atendê-la em maio, quem o fez foi Wanderson, dentista, protético, grande amigo e parceiro de viagens. Ele realiza moldagens e confecciona próteses a serem entregues em outra visita. E foi assim que conheceu Joanita, que tinha uma dentadura quebrada que a incomodava a muitos meses.
Mas tive o prazer de entregar a prótese pronta a ela, já que emu amigo não pode estar nessa cidade (estaria nas duas seguintes). E assim acabei recebendo o pagamento por ele. Não, nós realmente não cobramos pelas próteses, mas o que recebi foi muito maior do que qualquer um jamais poderia pagar com sua carteira: um agradecimento emocionado e os olhos cheios de lágrimas. Tento repassar o "valor" recebido ao grande amigo.
Joanita retirou a prótese antiga, quebrada, que ainda machucava sua boca. Colocou a nova e abriu um sorriso largo, expontâneo, sem que ao menos eu tivesse tempo de pedir isso a ela.
"- Nossa, que alívio, meu filho..." - disse ainda de olhos fechados.
Passei o espelho para que ela pudesse ver o resultado e perguntei se havia gostado. Com os olhos cheios de lágrimas me respondeu:
"- Meu filho, eu fiz essa prótese antiga com um homem que não era dentista, faz muito tempo, e ela começou a me machucar muito. Você sabe o que é pensar que está com câncer? Pois foi o que me disseram desse machucado, que eu tinha que fazer uma dentadura nova com um dentista de verdade.
Mas como? Faço bicos quando aparecem, fiz o almoço e jantar de vocês e consegui 15 reais. Não sou aposentada, não trabalho, como posso juntar dinheiro para pagar uma nova?
Foi Deus quem colocou vocês aqui nessa comunidade pra ajudar a gente. Que Ele ilumine sempre o caminho de vocês..."
Disse e começou a chorar.
Me senti muito feliz pelo Wanderson, por fazer parte da equipe e por, simplesmente, receber aquelas palavras de agradecimento.
Em uma dessas cidades conheci Joanita. Já a havia conhecido na etapa anterior, sempre prestativa, nos ajudou muito, principalmente cuidando de nossas refeições, na escola e na pousada.
Porém não tive o prazer de atendê-la em maio, quem o fez foi Wanderson, dentista, protético, grande amigo e parceiro de viagens. Ele realiza moldagens e confecciona próteses a serem entregues em outra visita. E foi assim que conheceu Joanita, que tinha uma dentadura quebrada que a incomodava a muitos meses.
Mas tive o prazer de entregar a prótese pronta a ela, já que emu amigo não pode estar nessa cidade (estaria nas duas seguintes). E assim acabei recebendo o pagamento por ele. Não, nós realmente não cobramos pelas próteses, mas o que recebi foi muito maior do que qualquer um jamais poderia pagar com sua carteira: um agradecimento emocionado e os olhos cheios de lágrimas. Tento repassar o "valor" recebido ao grande amigo.
Joanita retirou a prótese antiga, quebrada, que ainda machucava sua boca. Colocou a nova e abriu um sorriso largo, expontâneo, sem que ao menos eu tivesse tempo de pedir isso a ela.
"- Nossa, que alívio, meu filho..." - disse ainda de olhos fechados.
Passei o espelho para que ela pudesse ver o resultado e perguntei se havia gostado. Com os olhos cheios de lágrimas me respondeu:
"- Meu filho, eu fiz essa prótese antiga com um homem que não era dentista, faz muito tempo, e ela começou a me machucar muito. Você sabe o que é pensar que está com câncer? Pois foi o que me disseram desse machucado, que eu tinha que fazer uma dentadura nova com um dentista de verdade.
Mas como? Faço bicos quando aparecem, fiz o almoço e jantar de vocês e consegui 15 reais. Não sou aposentada, não trabalho, como posso juntar dinheiro para pagar uma nova?
Foi Deus quem colocou vocês aqui nessa comunidade pra ajudar a gente. Que Ele ilumine sempre o caminho de vocês..."
Disse e começou a chorar.
Me senti muito feliz pelo Wanderson, por fazer parte da equipe e por, simplesmente, receber aquelas palavras de agradecimento.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Deus e eeeeeu, no sertãaaaao...
Pois é, mais uma etapa do trabalho no sertão. Estamos de saída hoje (até por este motivo estou com uma pressa danada. Sempre arrumo a mala aos 45 do segundo tempo...) para o trabalho do Intituto no sertão. será o mesmo trajeto que percorremos em maio.
Tentarei escrever algo durante o percurso.
Voltamos em breve!
Grande abraço!
Wolber Campos
Tentarei escrever algo durante o percurso.
Voltamos em breve!
Grande abraço!
Wolber Campos
terça-feira, 1 de setembro de 2009
"Acorda gente!" (por João Victor)
É meu amigo. O país vive ainda uma ditadura disfarçada de democracia. Os principais veículos de comunicação, redes de telejornalismo acreditadas por serem sérias pela maioria da população, ou grandes revistas que vem com escandalos políticos na capa, na verdade, na maioria das vezes tem mais a intenção de detonar tal partido, ou tal político defendendo o grupo político ao qual estão atrelados. É isso mesmo pessoal, a maioria sabe disso mas é melhor reforçar a informação: Globo, Record, Estadão, Veja, Folha de S. Paulo e etc., todos tem um interesse político por trás daquelas épicas reportagens. São VENDIDOS,e duas vezes: uma para o grupo político que defendem; oe dua para o cidadão comum que quer se manter informado. Claro que nem tudo é mentira, mas saber filtrar as informações é importante. Como? Conversando com as pessoas sobre isso, "o que que você acha de tal opinião?" . No final das contas o que resta mesmo é a sinceridade das pessoas, a um questionar de uma questão essencial: "será que isso é realmente verdade?" . . .
Ainda bem que nos resta esse meio em que podemos nos expressar de forma livre - parecido com a forma que os jovens que moram em países ditatoriais (China) tem conseguido se expressar - a internet. Criticar, pensar em mudar, tudo isso faz parte do processo, mas deixar de se expressar é jogar tudo isso no lixo. Claro que não falo para virarem uns chatos que só falam de política, mas toda a vez que o assunto vier à tona ou toda vez que sentir que a conversa pode evoluir para um lado como esse, não ter medo de expor uma opinião, e o mais importante, não ter medo de ouvir atentamente a opinião dos outros. Fazer também é importante, mas talvez venha como um próximo passo, pois deve haver interesse para que algo seja feito. Enquanto uns bunda-moles estiverem confortavelmente assistindo à Sessão da Tarde, logo após o Vale a Pena ver de Novo, um pouquinho antes de Malhação todos os dias, sem criar nada novo, sem nem procurar por uma identidade, nem que seja a sua própria, o país VAI viver nessa e a pessoa também. Aliás esse é o modelo de uma tarde medíocre que pode ser comparada a uma vida sendo vivida assim, de modo medíocre também: começo, meio e fim - Vale a Pena ver de Novo, Sessão da Tarde e Malhação. No fim, dessa vida, o que você terá feito de verdade? Estava sol lá fora, você nem viu;
E eu só sei disso, por que muitas vezes eu mesmo me vejo preso a um mundo bunda-mole, em estado de letargia. "ACORDA GENTE!" . . . nós podemos realizar muito, mas precisamos nos capacitar, trabalhar, ganhar dinheiro com boas idéias e procurar reinvestir o que agente puder: tempo, dinheiro,e até mesmo o amor em ações que ajudem a esse país sair da lama. Que ajude a mostrar aos outros e ao povo, que não pode enxergar apesar de poder ver, que o país esta sendo roubado e de forma descarada. Consciência ao povo, começa com quem tem mais, ou quem pode ver mais, ajudando a quem está vendo menos. "ACORDA GENTE".
Abraços Wolbão.
Ainda bem que nos resta esse meio em que podemos nos expressar de forma livre - parecido com a forma que os jovens que moram em países ditatoriais (China) tem conseguido se expressar - a internet. Criticar, pensar em mudar, tudo isso faz parte do processo, mas deixar de se expressar é jogar tudo isso no lixo. Claro que não falo para virarem uns chatos que só falam de política, mas toda a vez que o assunto vier à tona ou toda vez que sentir que a conversa pode evoluir para um lado como esse, não ter medo de expor uma opinião, e o mais importante, não ter medo de ouvir atentamente a opinião dos outros. Fazer também é importante, mas talvez venha como um próximo passo, pois deve haver interesse para que algo seja feito. Enquanto uns bunda-moles estiverem confortavelmente assistindo à Sessão da Tarde, logo após o Vale a Pena ver de Novo, um pouquinho antes de Malhação todos os dias, sem criar nada novo, sem nem procurar por uma identidade, nem que seja a sua própria, o país VAI viver nessa e a pessoa também. Aliás esse é o modelo de uma tarde medíocre que pode ser comparada a uma vida sendo vivida assim, de modo medíocre também: começo, meio e fim - Vale a Pena ver de Novo, Sessão da Tarde e Malhação. No fim, dessa vida, o que você terá feito de verdade? Estava sol lá fora, você nem viu;
E eu só sei disso, por que muitas vezes eu mesmo me vejo preso a um mundo bunda-mole, em estado de letargia. "ACORDA GENTE!" . . . nós podemos realizar muito, mas precisamos nos capacitar, trabalhar, ganhar dinheiro com boas idéias e procurar reinvestir o que agente puder: tempo, dinheiro,e até mesmo o amor em ações que ajudem a esse país sair da lama. Que ajude a mostrar aos outros e ao povo, que não pode enxergar apesar de poder ver, que o país esta sendo roubado e de forma descarada. Consciência ao povo, começa com quem tem mais, ou quem pode ver mais, ajudando a quem está vendo menos. "ACORDA GENTE".
Abraços Wolbão.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
O foco
O brasileiro é um povo sem igual. Em sua maioria é alegre, amável, solidário. Bom, sendo assim o país deveria deslanchar. Pois é, deveria...
Infelizmente o maior defeito do nosso país é a corrupção generalizada que "infecta" nossa política. São muitos e muitos milhões de reais desviados, nós nem fazemos idéia da montanha de dinheiro que em vez de retornar à população - em investimentos na saúde, educação, saneamento, desenvolvimento - vão para o bolso de poucos brasileiros.
Se a torneira aberta que verte o dinheiro público para a corrupção fosse fechada somente pela metade isso já seria suficiente para o Brasil começar a decolar mas, enfim, tudo permanece como a anos atrás. Os políticos são denunciados por corrupção, provas aparecem, assinaturas, eles se seguram no cargo até onde podem, quando não mais conseguem renunciam e basta novas eleições para que voltem aos cargos e à festança.
Temos um ex-prefeito aqui em São Paulo que, para mim, é um dos maiores exemplos de impunidade. São tantas as provas de que ROUBOU da prefeitura que o próprio banco da Suíça para onde ele havia enviado o dinheiro enviou os documentos, assinaturas, extratos, como quem nos avisa: "brasileiros, acordem! Dêem uma olhada quanto dinheiro esse homem mandou pra cá desviando de vocês!".
Isso já faz alguns anos e o que aconteceu? Nada. Momentâneas brisas de esperança passam quando congelam seus bens, surge a idéia de que possa acontecer algo, mas, como sempre, nada.
Com Sarney acontece o mesmo que já aconteceu com outros dois recentes presidentes do senado, só que agora ainda há algo mais preocupante: ele, diferente dos outros, nem perdeu a cadeira de presidente da instituição.
Pois é, então não temos esperança? Temos sim, e só depende de nós. De mim, do vendedor de cachorro quente da esquina, do dono de bar, do meu amigo do sertão que está sentado na frente do computador lendo esse texto...
Temos que ajustar nosso foco. Ontem a Portuguesa (time daqui de São Paulo) perdeu um jogo em casa. Foi o bastante para que a torcida se revoltasse e alguns homens invadissem o vestiário, armados, para cobrar essa derrota.
São vários os exemplos semelhantes, há pouco tempo me lembro de um jogo do Corínthians no estádio do Pacaembú, quando ele perdeu a classificação na Libertadores da América. A torcida enlouqueceu, derrubou o alambrado que cercava o campo, enfrentaram e agrediram policiais. No dia seguinte foram à frente do Parque São Jorge, onde o time treina, e cobraram mais raça, vontade, chutaram carros e ameaçaram os jogadores. Quanta enegia desperdiçada.
Isso pra quê? O que o time ganhar ou perder vai mudar na vida daquele cidadão? Ele vai tirar um sarro do amigo dia seguinte ou ser "zoado". Grande coisa.
Se pessoas que em vez de usar seu tempo para essas ações o usassem para pedir mais ética na política já seria um ótimo começo. Os deputados vão votar o próprio aumento de salário e já possuem milhares de outros benefícios, 3 meses de férias e por aí vai. Quantas pessoas vão na frente da Câmara para protestar?
Em compensação vá o time do coração passar por uma má fase.
Enquanto não acertarmos o foco, em cheio, tudo permanecerá do mesmo jeito. Denúncias virão e no final: nada.
Infelizmente o maior defeito do nosso país é a corrupção generalizada que "infecta" nossa política. São muitos e muitos milhões de reais desviados, nós nem fazemos idéia da montanha de dinheiro que em vez de retornar à população - em investimentos na saúde, educação, saneamento, desenvolvimento - vão para o bolso de poucos brasileiros.
Se a torneira aberta que verte o dinheiro público para a corrupção fosse fechada somente pela metade isso já seria suficiente para o Brasil começar a decolar mas, enfim, tudo permanece como a anos atrás. Os políticos são denunciados por corrupção, provas aparecem, assinaturas, eles se seguram no cargo até onde podem, quando não mais conseguem renunciam e basta novas eleições para que voltem aos cargos e à festança.
Temos um ex-prefeito aqui em São Paulo que, para mim, é um dos maiores exemplos de impunidade. São tantas as provas de que ROUBOU da prefeitura que o próprio banco da Suíça para onde ele havia enviado o dinheiro enviou os documentos, assinaturas, extratos, como quem nos avisa: "brasileiros, acordem! Dêem uma olhada quanto dinheiro esse homem mandou pra cá desviando de vocês!".
Isso já faz alguns anos e o que aconteceu? Nada. Momentâneas brisas de esperança passam quando congelam seus bens, surge a idéia de que possa acontecer algo, mas, como sempre, nada.
Com Sarney acontece o mesmo que já aconteceu com outros dois recentes presidentes do senado, só que agora ainda há algo mais preocupante: ele, diferente dos outros, nem perdeu a cadeira de presidente da instituição.
Pois é, então não temos esperança? Temos sim, e só depende de nós. De mim, do vendedor de cachorro quente da esquina, do dono de bar, do meu amigo do sertão que está sentado na frente do computador lendo esse texto...
Temos que ajustar nosso foco. Ontem a Portuguesa (time daqui de São Paulo) perdeu um jogo em casa. Foi o bastante para que a torcida se revoltasse e alguns homens invadissem o vestiário, armados, para cobrar essa derrota.
São vários os exemplos semelhantes, há pouco tempo me lembro de um jogo do Corínthians no estádio do Pacaembú, quando ele perdeu a classificação na Libertadores da América. A torcida enlouqueceu, derrubou o alambrado que cercava o campo, enfrentaram e agrediram policiais. No dia seguinte foram à frente do Parque São Jorge, onde o time treina, e cobraram mais raça, vontade, chutaram carros e ameaçaram os jogadores. Quanta enegia desperdiçada.
Isso pra quê? O que o time ganhar ou perder vai mudar na vida daquele cidadão? Ele vai tirar um sarro do amigo dia seguinte ou ser "zoado". Grande coisa.
Se pessoas que em vez de usar seu tempo para essas ações o usassem para pedir mais ética na política já seria um ótimo começo. Os deputados vão votar o próprio aumento de salário e já possuem milhares de outros benefícios, 3 meses de férias e por aí vai. Quantas pessoas vão na frente da Câmara para protestar?
Em compensação vá o time do coração passar por uma má fase.
Enquanto não acertarmos o foco, em cheio, tudo permanecerá do mesmo jeito. Denúncias virão e no final: nada.
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Sons
Um dos sons que estou mais escutando nesses dias é o acústico MTV do Lenine. Eu pouco conhecia dele - apenas as músicas mais famosas - e esse cd é tão bom que não para de ouví-lo de "cabo a rabo".
Vi no Youtube alguns clipes desse acústico que me impressionaram mais ainda, deixo os links abaixo. É uma produção muito bonita, de interpretações no palco e de tomadas de câmeras da mtv. Vale a pena ter o dvd (original!).
Espero que gostem como eu curti.
Grande abraço!
Wolber Campos
O atirador: http://www.youtube.com/watch?v=dFHqQW24i00
O Último Por do Sol: http://www.youtube.com/watch?v=qoeBK1MxI_U&feature=related
Miedo: http://www.youtube.com/watch?v=pdt7qKLJDvg&feature=related
Vi no Youtube alguns clipes desse acústico que me impressionaram mais ainda, deixo os links abaixo. É uma produção muito bonita, de interpretações no palco e de tomadas de câmeras da mtv. Vale a pena ter o dvd (original!).
Espero que gostem como eu curti.
Grande abraço!
Wolber Campos
O atirador: http://www.youtube.com/watch?v=dFHqQW24i00
O Último Por do Sol: http://www.youtube.com/watch?v=qoeBK1MxI_U&feature=related
Miedo: http://www.youtube.com/watch?v=pdt7qKLJDvg&feature=related
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Trabalho interior (por João Victor Macul)
João Victor comentou o texto "O inferno" e o resultado segue abaixo... Valeu Johhny!
Wolber Campos
Que sonho hein? Ilariê e sua turma logo a dois pisos abaixo de você?! Eu tive uma vizinha assim, era uma merda, mas sabe do que, é bem o que você falou: eles vivem num inferno dentro deles. Há um ditado que diz que quem não tem prazer o suficiente se torna um estraga prazeres. Do lado do meu prédio havia um terreno enorme que era um estacionamento, tinha dois Ipês Roxos que no inverno floriam, era lindo de ver. Venderam o terreno para uma construtora e agora está saindo um outro prédio com duas torres. Todo o dia começa o barulho por volta das 7:00 da manhã, literalmente na minha orelha. Ah, e bye bye Ipês. O que fazer com esse sentimento de raiva, que é evidente? Cada um pode achar um jeito de lidar com isso. Esconder é impossível, ele esta aí. Descontar nas outras pessoas é pior ainda. Situações e pessoas vão despertar raiva, alegria, inveja, tristeza em cada um de nós, mas tudo isso já estava dentro de você, em estado latente. Trabalhar todos esses sentimentos através de filosofias, exercícios, religiões ou seja lá o que for é uma opção pessoal, mas para que haja paz lá fora tem que haver paz dentro de nós. Esses indivíduos devem estar se sentindo tão vazios de qualquer coisa que não seja a nossa vazia sociedade de consumo que canalizam toda essa energia descontando em pessoas, ou coisas e etc. Mas cria-se aí um ciclo vicioso, como uma droga mesmo, por que toda vez que esse vizinho desconta a raiva em você ele relaxa por alguns minutos e depois tudo isso volta de uma forma pior ainda. Enquanto o cara não se tocar disso ele vai seguir infeliz, e viciado para o resto da vida. Acho que pra você eu só consigo ver três opções (aliás vou cobrar uma pequena taxa por essa consultoria com um ser tão iluminado como eu, huahuahua): querer que o cara encontre algo que o deixe mais calmo: um esporte, uma filosofia, ou, dependendo do caso, até mesmo um bofe; rezar pro cara se mudar e enquanto isso exercitar o duro ofício da paciência; ou se mudar logo. Um abraço, to com saudade de você cara, desculpe o longo texto.
João Victor
Wolber Campos
Que sonho hein? Ilariê e sua turma logo a dois pisos abaixo de você?! Eu tive uma vizinha assim, era uma merda, mas sabe do que, é bem o que você falou: eles vivem num inferno dentro deles. Há um ditado que diz que quem não tem prazer o suficiente se torna um estraga prazeres. Do lado do meu prédio havia um terreno enorme que era um estacionamento, tinha dois Ipês Roxos que no inverno floriam, era lindo de ver. Venderam o terreno para uma construtora e agora está saindo um outro prédio com duas torres. Todo o dia começa o barulho por volta das 7:00 da manhã, literalmente na minha orelha. Ah, e bye bye Ipês. O que fazer com esse sentimento de raiva, que é evidente? Cada um pode achar um jeito de lidar com isso. Esconder é impossível, ele esta aí. Descontar nas outras pessoas é pior ainda. Situações e pessoas vão despertar raiva, alegria, inveja, tristeza em cada um de nós, mas tudo isso já estava dentro de você, em estado latente. Trabalhar todos esses sentimentos através de filosofias, exercícios, religiões ou seja lá o que for é uma opção pessoal, mas para que haja paz lá fora tem que haver paz dentro de nós. Esses indivíduos devem estar se sentindo tão vazios de qualquer coisa que não seja a nossa vazia sociedade de consumo que canalizam toda essa energia descontando em pessoas, ou coisas e etc. Mas cria-se aí um ciclo vicioso, como uma droga mesmo, por que toda vez que esse vizinho desconta a raiva em você ele relaxa por alguns minutos e depois tudo isso volta de uma forma pior ainda. Enquanto o cara não se tocar disso ele vai seguir infeliz, e viciado para o resto da vida. Acho que pra você eu só consigo ver três opções (aliás vou cobrar uma pequena taxa por essa consultoria com um ser tão iluminado como eu, huahuahua): querer que o cara encontre algo que o deixe mais calmo: um esporte, uma filosofia, ou, dependendo do caso, até mesmo um bofe; rezar pro cara se mudar e enquanto isso exercitar o duro ofício da paciência; ou se mudar logo. Um abraço, to com saudade de você cara, desculpe o longo texto.
João Victor
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